terça-feira, 28 de maio de 2013

Oficina de textos

Esses dias, andei pensando, coisa rara, pra mim, neste começo de ano, numa maneira de fazer com que os textos de meus alunos fossem lidos. Deixa eu me corrigir, diretora, professores, alunos e outros que me lêem no momento. Na verdade, tenho procurado uma forma de fazer com que outras pessoas, além de mim e os próprios autores dos textos, no caso, alunos meus, lessem as produções incitadas em sala de aula, pensando eu que essa seria, e ainda penso ser, uma forma para que essas produções feitas, sob o olhar da escola, saíssem com maior capricho.
Não quero dizer que não vejo empenho de meus alunos ao produzirem um texto. Sim, vejo e sei que o oficio de escrever não é fácil. No entanto, é preciso. Diante disso, se alunos vissem suas produções, sendo lidas por outros, também alunos, e comunidade em geral, creio que o esforço ao labor do texto seria dobrado. O capricho e a escolha das palavras e das emoções sairiam de melhor tom.
Claro que aí, você que me lê poderia pensar, haveria o risco dos alunos travarem, porque outro colega viu seu texto e não gostou, e gostando, saiu falando mal de sua produção e etc.., etc... e tal. É um risco a correr. Mas isso, esse temor exagerado com a opinião dos outros, era comum nas gerações mais tímidas, a minha, por exemplo. A dos meus alunos, espero quase tudo, menos esse gesto de acanhamento.  O desbunde da tropicália achou casa aqui nessa turminha de 2000 pra cá.
Há alguns anos, trabalhando na antiga Escola Agrotécnica de Codó-MA, hoje chamado de IFMA, propus àqueles meus alunos uma produção textual, na oportunidade, o gênero era crônica, e já havia em mim a ideia de fazer com que os textos deles circulassem além de minhas mãos e vistas. Depois de combinado com as turmas, textos revisados e em mãos, as produções, colei-as em salas diferentes. Ou seja, os textos dos alunos da turma “A”, por exemplo, colei-os na turma “B”, e os da “B”, na “A”.
O resultado foi o melhor possível. Vi e ouvi entre meus alunos comentários sobre os textos produzidos. Isso pode até parecer pouco a ouvidos e olhos muito pragmáticos e desatentos, talvez até o seja. Mas, para mim, foi o pico do gozo. Li ali nos comentários dos alunos, à princípio, que muitos leram os textos dos amigos. Depois, vi, nos olhos dos que comentavam, que gostaram. Outros também podem não ter gostado, mas o jogo da escrita é assim mesmo, igual a tantas outras situações na vida: a algumas agrada já a outras desagrada, o que importa mesmo é a PROVOCAÇÃO...: “ ...fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero”.
Para mim, aquele exercício de olhar com carinho o escrito, rir, sentir-se tocado por uma palavra, pois isso arrancou de quem leu uma lembrança, um projeto, uma previsão, ou até mesmo o desconcerto de um palavrão imensurável, mal colocado, valeu e vale muito.
Agora, pensando em meus alunos de agora, resolvi criar esse “Blog Oficina de textos”, um meio para que eles possam postar textos, não importando o gênero, também ler, reler escritos de autoria própria e de outros, e sobre tudo que repassem o visto, critiquem e façam e refaçam um telhado de palavras dos textos lidos. 
 A oficina está aberta, fiquemos à vontade.

Valdemir Guimarães Sousa éprofessor de Língua Portuguesa nas escolas Estevam Ângelo e Lúcia Bayma, ambas situadas no município de Codó-MA.

No campo tem uma casa onde vive a solidão
e lá tem uma rosa que flui a paixão.

Em uma cidade mora uma morena
cujo as luzes do amor flui
por um homem solitário
que com ele a solidão conduz.

Ele vive nas sombras do crepúsculo
e com ele o amor 
como um capuz encobriu seu coração.

Natanael
3º ano do Ensino Médio (vespertino)
 Escola CEJA LÚCIA BAYMA


Solidão

onde vivo as luzes são radiantes
como um diamante
no céu há estrelas que iluminam a noite radiante

aconteceu de um dia
a solidão invadir minha cidade
seu corpo veio em forma de um homem
ele é moreno feito crepúsculo
sereno

Joseane dos Santos Brito
3ºano do Ensino Médio (vespertino)

Escola CEJA LÚCIA BAYMA

Felicidade

eu já me senti feliz
sem solidão, ou preocupação
de um outro amor, outra paixão

nessa casa da felicidade
as rosas iluminavam os campos
a paisagem encantava meu coração
como miragem

Juliane Campos
3º ano do Ensino Médio (vespertino)

Escola CEJA LÚCIA BAYMA
                                    Saudade

                                                           
 A saudade é a casa da lembrança
 Embora ele venha em um campo de solidão
 Traz alegrias e a falta de quem a gente gosta de coração
 Essa imaginação é uma forma de paixão
 Como jardim que nascem rosas que encantam nossa visão.

  Autora : Vilanir mendes
  3º ano do Ensino Médio (vespertino)
  Escola CEJA LÚCIA BAYMA




Uma Rosa 
                          
No campo tem uma casa em que se colhem
rosas da paixão 
elas são tão lindas

que não  merecem ficar na solidão.

Edineuda da silva

3º de Ensino Médio(vespertino)
CEJA LÙCIA BAYMA 
Rosas         
  
Há várias rosas em uma casa de campo   
onde vivem pessoas cheias de solidão
possuem elas rosas que podem resolver
tudo isso com amor e paixão. 

Mariane barroso

3° do ensino médio ( vespertino)
Escola CEJA LÙCIA BAYMA 
                                                           Morena     
                                                    
            Na cidade onde vivo, vi uma bela morena
            Uma deusa que iluminou meu coração
            Eu, mero mortal, vendo o por do sol, o crepúsculo
            e a luz fosca em seu rosto
            quis demonstrar todo o meu amor, ainda que pouco
            Mas não pude, mesmo que pudesse
            com meu canto rouco, não o fiz
            pois ela, porque tanto um outro amou, se casou
            me deixando pequeno e infeliz

               Autor: Thialisson oliveira
               3°   do Ensino médio da Escola CEJA BAYMA